sábado, 14 de julho de 2007

dois pra lá, dois pra cá


ela era aquela que sentava distante, quase não falava e observava tudo escondida atrás de um caderno enorme e cheio de desenhos de um lugarzinho chamado nowhere. Era o mistério encarnado, quase uma Monalisa. O seu olhar de musa de Caetano e o seu gingado de Garota de Ipanema quase não era reparado por ninguém, quase. Havia naquele mesmo mundo de estranheza, um menino que era o oposto. Ele fazia o tipo James Dean e sua juventude transviada, admirado por todos e idolatrado pelas garotas. Mas era aquela menina distante que prendia os cabelos em um coque no alto e que se deliciava tomando sorvete de cajá como se fosse a última coisa que ela faria em vida, que mexeu com ele. A única entre tantas em que seu coração bateu em um ritmo diferente, não era mais uma festa, era um tango de Gardel e os dois dançavam lentamente 'El día que me quieras la rosa que engalana, se vestirá de fiesta con su mejor color...' e no final do entrelaçar de pernas, acontecia então, o beijo.

Um comentário:

Sayô disse...

caraleoou LU!meu orgulho!
essa menina parece Mamá...
o menino ainda descubro.

**eu disse que eu era viciada em blogs...!

=*