Seguir é sempre
difícil depois desse tipo de perda. É sim, não adianta fingir que não. Uma dor
tão profunda que a gente se pega pensando a todo momento se ela terá fim.
As vezes eu
olhava para cima e rogava para que ela se transformasse em algo físico, para
que alguma coisa no meu corpo doesse tanto que tirasse o foco daqui de dentro.
Externar aquilo que era insuportável. Nunca fui atendida, nunca serei.
Porque
faz parte, porque tem que ser assim, porque não adianta. Dilacerar também é
viver.
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